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Saúde Publicado em Por Stéfano Barcellos

Quanto custa colocar DIU? Preço e o que saber

Quanto custa colocar DIU? Preço e o que saber
Endossado por Stéfano Barcellos (imagem ilustrativa)

Visao Geral

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos mais eficazes e duradouros disponíveis atualmente. Com uma taxa de eficácia superior a 99%, ele se equipara à laqueadura em termos de prevenção da gravidez, mas com a vantagem de ser reversível. No Brasil, o DIU pode ser obtido tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pela rede privada, e os custos variam significativamente conforme o tipo do dispositivo, o profissional responsável pela inserção e a região do país. Para muitas mulheres, a dúvida principal é: afinal, quanto custa colocar DIU? Este artigo tem como objetivo esclarecer todos os valores envolvidos, desde o preço do dispositivo até os honorários médicos e possíveis taxas adicionais, além de apresentar um panorama completo sobre o procedimento, suas vantagens e as opções disponíveis no mercado. Ao final, você terá informações claras para tomar uma decisão informada sobre qual caminho seguir.

Aprofundando a Analise

O que é o DIU e como funciona

O DIU é um pequeno dispositivo em formato de T que é inserido no útero por um profissional de saúde, geralmente um ginecologista. Existem basicamente dois tipos principais: o DIU de cobre (não hormonal) e o DIU hormonal (que libera levonorgestrel). O DIU de cobre atua criando um ambiente inflamatório local que é tóxico para os espermatozoides, impedindo a fecundação. Já o DIU hormonal libera progesterona de forma contínua, o que espessa o muco cervical, inibe a ovulação em algumas mulheres e atrofia o endométrio, tornando o útero hostil à implantação. Ambos os tipos são extremamente eficazes, mas diferem em duração, efeitos colaterais e, claro, no preço.

Fatores que influenciam o custo total

O valor final para colocar um DIU depende de uma combinação de fatores. O primeiro deles é o tipo de DIU escolhido. O DIU de cobre é o mais barato, com o dispositivo custando entre R$ 100 e R$ 400. Já o DIU hormonal (Mirena ou Kyleena) tem um custo mais elevado, variando de R$ 800 a R$ 1.200 apenas pelo dispositivo. O segundo fator é o honorário do médico e o local do procedimento. A inserção pode ser feita em consultório particular, clínica ou hospital. Em consultório, o custo da inserção (excluindo o dispositivo) fica entre R$ 500 e R$ 1.500. Se a paciente optar por sedação ou anestesia geral, o procedimento precisa ser realizado em centro cirúrgico, o que acrescenta taxas de anestesista, sala e materiais, elevando o custo para R$ 2.000 a R$ 2.500 ou mais. Além disso, a região do Brasil influencia os preços: capitais e grandes centros costumam ter valores mais altos do que cidades menores.

Cobertura pelo SUS e planos de saúde

Uma das informações mais importantes é que o DIU pode ser obtido gratuitamente pelo SUS. O Ministério da Saúde oferece o DIU de cobre (modelo TCu 380A) em unidades básicas de saúde, maternidades e centros de referência. No entanto, a disponibilidade pode ser limitada em algumas regiões, e há filas de espera. Em alguns municípios, também há acesso ao DIU hormonal, mas isso é menos comum. Para quem possui plano de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina que o dispositivo e a inserção devem ser cobertos quando indicados como método contraceptivo. Porém, é fundamental verificar com a operadora se há necessidade de autorização prévia e se o plano cobre o modelo específico desejado (alguns planos podem cobrir apenas o DIU de cobre, por exemplo).

Detalhes do procedimento de inserção

A inserção do DIU é um procedimento rápido, que leva entre 15 e 30 minutos. O médico realiza um exame ginecológico para avaliar a posição do útero e, em seguida, insere o dispositivo através do colo do útero com um aplicador. A maioria das mulheres tolera bem o procedimento apenas com analgesia oral (como dipirona ou ibuprofeno) e anestesia local no colo do útero. Sensações de cólica e desconforto são comuns, mas geralmente passageiras. A sedação é indicada apenas em casos de ansiedade extrema, histórico de dor pélvica intensa ou dificuldade anatômica, e aumenta consideravelmente o custo total.

Vantagens e desvantagens de cada tipo

O DIU de cobre tem duração de 5 a 10 anos (dependendo do modelo), não interfere na ovulação e não contém hormônios, sendo ideal para mulheres que não podem usar hormônios ou preferem métodos não hormonais. Porém, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas. O DIU hormonal dura de 3 a 5 anos (Mirena: 5 anos; Kyleena: 3 anos), reduz o fluxo menstrual e melhora cólicas, sendo indicado também para tratamento de sangramento excessivo e endometriose. Seu principal inconveniente é o custo mais alto e possíveis efeitos colaterais hormonais leves, como acne e alterações de humor.

Uma lista com os principais fatores que afetam o preço

  • Tipo de DIU escolhido: DIU de cobre é mais barato; DIU hormonal (Mirena, Kyleena) é mais caro.
  • Honorário do ginecologista: varia conforme a experiência do profissional e a região.
  • Local de inserção: consultório é mais em conta; hospital com centro cirúrgico encarece.
  • Anestesia: apenas local e analgesia oral têm custo baixo; sedação ou anestesia geral exigem anestesista e taxa de sala, elevando o valor.
  • Exames prévios: ultrassom transvaginal e exames de sangue podem ser necessários e nem sempre estão inclusos no pacote.
  • Taxas adicionais: alguns serviços cobram taxa de esterilização de materiais, consulta de retorno ou acompanhamento.
  • Cobertura do plano de saúde: se o plano cobrir integralmente, a paciente não paga nada; caso contrário, pode haver coparticipação ou reembolso parcial.
  • Região do país: estados do Sudeste e Sul tendem a ter preços mais altos que Norte e Nordeste.

Tabela comparativa de custos por tipo de DIU (valores aproximados em reais)

Tipo de DIUPreço do dispositivo (médio)Inserção em consultório (honorário + taxas)Custo total aproximado (particular)Duração (anos)Eficácia
DIU de cobre (TCu 380A)R$ 100 a R$ 400R$ 500 a R$ 1.200R$ 600 a R$ 1.6005 a 10> 99%
DIU hormonal MirenaR$ 800 a R$ 1.200R$ 500 a R$ 1.200R$ 1.300 a R$ 2.4005> 99%
DIU hormonal KyleenaR$ 900 a R$ 1.300R$ 500 a R$ 1.200R$ 1.400 a R$ 2.5003> 99%
DIU de cobre + sedação (centro cirúrgico)R$ 100 a R$ 400R$ 2.000 a R$ 2.500R$ 2.100 a R$ 2.9005 a 10> 99%
DIU hormonal + sedação (centro cirúrgico)R$ 800 a R$ 1.300R$ 2.000 a R$ 2.500R$ 2.800 a R$ 3.8003 a 5> 99%

Perguntas Frequentes (FAQ)

O plano de saúde cobre a colocação do DIU?

Sim, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde são obrigados a cobrir a inserção do DIU quando ele é utilizado como método contraceptivo. A cobertura inclui o dispositivo e o procedimento, desde que haja prescrição médica. Porém, é importante verificar com sua operadora se há necessidade de autorização prévia e se o modelo desejado (cobre ou hormonal) está incluso, pois alguns planos podem restringir a cobertura ao DIU de cobre. Consulte o site da ANS para mais detalhes.

É possível colocar DIU pelo SUS? Como funciona?

Sim, o Sistema Único de Saúde oferece o DIU de cobre gratuitamente. A paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um serviço de planejamento familiar para agendar uma consulta com um ginecologista. Após avaliação, o médico prescreve o DIU e agenda a inserção. Em algumas localidades, também há oferta do DIU hormonal, mas a disponibilidade é limitada. O acesso pode enfrentar filas de espera, principalmente em grandes centros. Mais informações podem ser obtidas no site do Ministério da Saúde.

Quanto tempo dura cada tipo de DIU?

O DIU de cobre tem duração que varia conforme o modelo: o TCu 380A é aprovado para 5 a 10 anos, dependendo da regulamentação de cada país. O DIU hormonal Mirena dura 5 anos, enquanto o Kyleena dura 3 anos. É importante lembrar que, após esse período, o dispositivo deve ser removido por um médico, e pode ser substituído por um novo, se desejado.

A colocação do DIU dói? Precisa de anestesia?

A maioria das mulheres descreve a inserção como um desconforto passageiro, semelhante a uma cólica menstrual forte. O procedimento é rápido (15 a 30 minutos) e geralmente é feito com anestesia local no colo do útero e analgesia oral (como ibuprofeno). Sedação ou anestesia geral raramente são necessárias, sendo indicadas apenas em casos especiais. O custo da sedação é elevado, como mostrado na tabela acima.

Posso engravidar logo após retirar o DIU?

Sim, a fertilidade retorna imediatamente após a remoção do DIU, independentemente do tipo. O DIU não causa infertilidade. Estudos mostram que a maioria das mulheres que deseja engravidar consegue uma gestação nos primeiros meses após a retirada. Portanto, é um método contraceptivo completamente reversível.

Quais são os principais efeitos colaterais de cada tipo de DIU?

No DIU de cobre, os efeitos mais comuns são aumento do fluxo menstrual e cólicas mais intensas, especialmente nos primeiros meses. No DIU hormonal, os efeitos incluem sangramentos irregulares nos primeiros meses, que depois se tornam menstruações mais leves ou até ausentes. Podem ocorrer ainda acne, sensibilidade nas mamas e alterações de humor, mas em menor intensidade comparada a outros métodos hormonais. Efeitos graves, como perfuração uterina ou infecção, são muito raros (menos de 1 em 1.000 inserções).

Existe algum exame necessário antes de colocar o DIU?

Sim, o médico geralmente solicita uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a posição e o formato do útero, além de exames para descartar infecções sexualmente transmissíveis (como clamídia e gonorreia) e avaliar o estado geral de saúde. Mulheres que não tiveram um exame preventivo (Papanicolau) recente também podem precisar realizá-lo. Esses exames podem ter custo adicional, dependendo da cobertura do plano de saúde.

O DIU pode ser usado por mulheres que nunca engravidaram?

Sim, o DIU é seguro e eficaz para mulheres nulíparas (que nunca tiveram filhos). No passado, havia receio de que o dispositivo fosse mais difícil de inserir ou causasse mais dor nesse grupo, mas estudos recentes mostram que a inserção é viável e bem tolerada com a técnica adequada e anestesia local. O DIU hormonal é particularmente indicado para nulíparas devido à redução do fluxo menstrual.

Consideracoes Finais

O DIU continua sendo uma das opções contraceptivas mais confiáveis e custo-efetivas disponíveis. Os preços para colocar o dispositivo variam amplamente, de totalmente gratuito pelo SUS até cerca de R$ 3.800 no particular com sedação. A escolha entre DIU de cobre e DIU hormonal deve levar em conta não apenas o custo, mas também o perfil de saúde da mulher, seus ciclos menstruais e preferências pessoais. Para quem tem plano de saúde, a recomendação é verificar a cobertura antes de agendar o procedimento, pois muitos planos oferecem o custeio integral. Já para quem depende do SUS, é possível ter acesso gratuito, mas é necessário paciência e planejamento devido às filas. Independentemente da via escolhida, o DIU oferece proteção duradoura, com mínima manutenção e alta satisfação entre as usuárias. Antes de decidir, converse com seu ginecologista, avalie os prós e contras de cada modelo e informe-se sobre os custos envolvidos na sua região. A informação é a melhor ferramenta para uma escolha consciente e segura.

Para Saber Mais

Stéfano Barcellos
Editor-Chefe
Stéfano Barcellos construiu seu caminho num cruzamento pouco habitado: o que une tecnologia e linguagem. Desenvolvedor e editor com mais de quinze anos de estrada, tornou-se referência na curadoria de conteúdo digital no Brasil — não por seguir fórmulas, mas por se recusar a tratar como coisas separadas o ato de programar sistemas e o ato de produzir sentido...

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