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Consulta Publicado em Por Stéfano Barcellos

Consultar Boletim de Ocorrência da PRF: Passo a Passo

Consultar Boletim de Ocorrência da PRF: Passo a Passo
Aprovado por Stéfano Barcellos (imagem ilustrativa)

Primeiros Passos

O Boletim de Ocorrência Policial (BOP) emitido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é o documento oficial que registra eventos ocorridos nas rodovias federais brasileiras, como acidentes de trânsito, crimes, infrações ou qualquer outra situação que exija a presença da autoridade policial. Com o avanço da digitalização dos serviços públicos, a PRF disponibiliza um sistema online que permite consultar e obter cópia do BOP de forma gratuita, sem necessidade de deslocamento a uma unidade física.

Este guia completo foi elaborado para esclarecer todas as dúvidas sobre o processo de consulta ao boletim de ocorrência da PRF. Abordaremos desde os pré‑requisitos básicos – como o número da ocorrência e a chave de acesso – até as diferenças entre os sistemas complementares, como a Comunicação de Sinistro de Trânsito (CST) e o Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito (LPST/LPAT). Além disso, apresentaremos uma lista de requisitos, uma tabela comparativa entre os serviços e uma seção de perguntas frequentes para atender às principais dúvidas dos cidadãos.

Segundo o Portal Gov.br, o serviço de consulta ao BOP é online, de atendimento imediato e foi estruturado para reduzir a demanda presencial, promovendo mais agilidade e transparência. A plataforma oficial de consulta pode ser acessada diretamente no sistema BOP da PRF, que passou por atualizações recentes – versão 2.3.105 com atualização em maio de 2026 – demonstrando o compromisso da instituição com a melhoria contínua dos serviços digitais.

Na Pratica

O que é o Boletim de Ocorrência Policial da PRF?

O BOP é o documento lavrado sempre que a PRF atende a uma ocorrência nas rodovias federais. Ele contém informações detalhadas sobre os envolvidos, as circunstâncias do evento, danos materiais, lesões corporais, dados de veículos, testemunhas e as primeiras medidas adotadas pela autoridade. Para muitos processos administrativos e judiciais – como acionamento de seguros, solicitação de indenizações ou defesa em multas – o BOP é uma peça fundamental.

Como consultar o BOP?

A consulta é realizada exclusivamente pela internet, por meio do sistema oficial da PRF. Para acessar o boletim, o usuário precisa de duas informações:

  • Número da ocorrência: código único gerado no momento do registro.
  • Chave de acesso: sequência alfanumérica fornecida pela PRF aos envolvidos (vítimas, condutores, proprietários de veículos ou representantes legais).
Caso o cidadão tenha participado diretamente da ocorrência, a chave de acesso costuma ser entregue no local ou disponibilizada posteriormente. Se a chave for perdida, é necessário entrar em contato com a unidade da PRF que atendeu o caso.

O passo a passo básico é:

  1. Acesse o site https://bop.prf.gov.br/bop/consultaBoletim.xhtml.
  2. Preencha o número da ocorrência e a chave de acesso nos campos indicados.
  3. Clique em “Consultar”.
  4. O sistema exibirá os dados do BOP, podendo gerar uma cópia em PDF para download ou impressão.

Quando o BOP não é o documento adequado?

A PRF possui outros sistemas digitais para situações específicas:

  • Comunicação de Sinistro de Trânsito (CST): destinada a acidentes sem vítimas, em que não há lesões corporais ou mortes. Pode ser preenchida diretamente pelo condutor no site http://comunicante.prf.gov.br. Esse registro substitui a necessidade de comparecimento ao posto da PRF em muitos casos de colisões simples.
  • Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito (LPST/LPAT): utilizado em ocorrências que exigem perícia técnica, como acidentes com vítimas fatais, lesões graves ou danos estruturais de grande monta. A consulta ao laudo é feita no sistema LPAT mediante protocolo da ocorrência e CPF/CNPJ.
Portanto, antes de consultar o BOP, é importante identificar qual sistema se aplica ao seu caso. Em geral, se houve atendimento presencial da PRF com lavratura de boletim, o caminho é o BOP. Se foi um simples acidente sem vítimas comunicado pelo motorista, o documento gerado é o CST. Já quando há perícia, o laudo será encontrado no LPAT/LPST.

A importância da consulta online

A digitalização do serviço trouxe benefícios significativos:

  • Agilidade: a consulta é imediata, disponível 24 horas por dia.
  • Redução de burocracia: elimina a necessidade de deslocamento até uma unidade da PRF para obter a via do boletim.
  • Transparência: o cidadão pode verificar os dados registrados e, se necessário, solicitar correções por meio dos canais oficiais.
  • Sustentabilidade: diminui o uso de papel e impressões físicas.
De acordo com a Agência Gov, a PRF tem investido na expansão dos serviços digitais, permitindo que o cidadão resolva grande parte das demandas sem sair de casa. Esse movimento está alinhado com a política de governo digital do Brasil, que busca modernizar e simplificar o acesso aos serviços públicos.

Lista: Pré‑requisitos para consultar o BOP da PRF

Para realizar a consulta sem contratempos, tenha em mãos os seguintes itens:

  1. Número da ocorrência: geralmente composto por dígitos e letras, informado no momento do atendimento ou no recibo entregue pela PRF.
  2. Chave de acesso: sequência alfanumérica fornecida exclusivamente para a consulta online. Sem ela, o sistema não libera o boletim.
  3. Conexão estável com a internet: o sistema é acessado via navegador web em computador, tablet ou smartphone.
  4. Dispositivo com leitor de PDF: a cópia do BOP é disponibilizada em formato PDF para download.
  5. Documento pessoal (para casos de representação legal): se você é advogado ou representante de uma das partes, pode ser necessário comprovar a procuração. Na plataforma online, normalmente apenas a chave e o número são exigidos, mas, em situações de extravio, o representante legal deve contatar a PRF.
  6. CPF ou CNPJ (para consultas em sistemas correlatos): embora a consulta ao BOP não exija CPF/CNPJ, os sistemas CST e LPAT requerem esses dados para autenticação.

Tabela comparativa: BOP, CST e LPST/LPAT

A tabela a seguir resume as principais diferenças entre os três sistemas de registro e consulta de ocorrências da PRF:

CaracterísticaBoletim de Ocorrência Policial (BOP)Comunicação de Sinistro de Trânsito (CST)Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito (LPST/LPAT)
Tipo de ocorrênciaQualquer evento atendido pela PRF (acidentes com ou sem vítimas, crimes, infrações)Apenas acidentes de trânsito sem vítimas (sem feridos ou mortos)Acidentes com vítimas (lesões, mortes) ou que exijam perícia técnica
Quem pode registrarPolicial rodoviário federal no momento do atendimentoO próprio condutor ou envolvido (auto‑declaração)Perito da PRF (após análise técnica)
Forma de consultaSite BOP (chave de acesso + número da ocorrência)Site CST (CPF/CNPJ e dados do sinistro)Site LPAT (protocolo da ocorrência + CPF/CNPJ)
Necessidade de chave de acessoSimNão (usa CPF/CNPJ)Não (usa protocolo + CPF/CNPJ)
Documento geradoBOP completo (relato, dados dos envolvidos, veículos, etc.)Comunicação simplificada (sinistro sem vítimas)Laudo pericial (descrição técnica dos danos e causas)
Finalidade principalRegistro oficial para seguros, processos judiciais, defesa de multasAgilizar a comunicação de acidentes simples sem burocraciaSubsidiar investigações e ações judiciais de maior complexidade
Atualização recente (dados oficiais)Versão 2.3.105 (atualização em 12/05/2026)Sistema em operação contínua (sem data específica de versão)Sistema mantido pela PRF (consultas pelo link oficial)
Essa tabela ajuda o cidadão a identificar rapidamente qual sistema utilizar, evitando erros que possam atrasar a obtenção do documento necessário.

O Que Todo Mundo Quer Saber

O que fazer se eu perdi a chave de acesso do BOP?

A chave de acesso é o item essencial para a consulta online. Se você a perdeu, entre em contato com a unidade da PRF que atendeu a ocorrência. Será necessário fornecer dados como nome completo, CPF e o número da ocorrência (se lembrar). A PRF poderá reemitir a chave ou orientar sobre procedimentos alternativos, como a solicitação de cópia presencial. Em alguns casos, o advogado constituído pode requerer a chave mediante procuração.

Posso consultar o BOP sem o número da ocorrência?

Não. Tanto o número da ocorrência quanto a chave de acesso são obrigatórios para acessar o sistema. Se você não possui nenhuma das informações, deverá buscar o atendimento presencial em um posto da PRF, levando seus documentos pessoais e, se possível, detalhes do local e data do evento para que os agentes localizem o registro manualmente.

O BOP fica disponível para consulta imediatamente após o registro?

Em geral, o boletim é inserido no sistema em até 24 horas após o atendimento. Porém, em ocorrências complexas ou durante finais de semana e feriados, esse prazo pode se estender. Recomenda-se aguardar pelo menos um dia útil antes de tentar a consulta. Caso o documento não seja encontrado após 48 horas, entre em contato com a PRF.

Qual a validade do BOP da PRF?

O BOP não possui prazo de validade como documento. Ele é um registro histórico do ocorrido. Para fins de seguro, as seguradoras geralmente aceitam boletins emitidos até 30 dias após o sinistro, mas cada contrato pode estabelecer regras próprias. Para ações judiciais, o boletim pode ser utilizado independentemente da data. O importante é que o documento seja autêntico e esteja devidamente registrado.

Qual a diferença entre BOP e o Boletim de Acidente de Trânsito (BAT)?

O BAT (Boletim de Acidente de Trânsito) é um termo usado historicamente para o registro de acidentes de trânsito em geral, mas não é mais o nome oficial adotado pela PRF. Atualmente, todos os registros são chamados de BOP (Boletim de Ocorrência Policial), independentemente de serem acidentes ou outros tipos de ocorrência. Portanto, ao solicitar o “BAT” à PRF, você está se referindo ao BOP de acidente. Já o termo BAT é mais comum em algumas polícias estaduais (como a Polícia Militar) para registrar acidentes em vias urbanas. Na PRF, o documento correto é o BOP.

Como obter a segunda via do BOP se a chave de acesso não funciona?

Se a chave de acesso fornecida não estiver funcionando (por exemplo, por erro de digitação ou expiração), verifique se o número da ocorrência está correto e tente novamente. Se o problema persistir, a PRF disponibiliza um canal de suporte pelo telefone 191 (emergências) ou pelo e‑mail indicado no site oficial. Você também pode se dirigir a uma unidade da PRF com seus documentos e o protocolo da ocorrência para solicitar a reemissão da segunda via impressa.

A consulta ao BOP é gratuita?

Sim, o serviço de consulta e obtenção de cópia do BOP é totalmente gratuito, conforme determinação do Portal Gov.br e da PRF. Não há cobrança de taxas para acessar o sistema online ou para baixar o PDF. Cuidado com sites terceiros que tentem cobrar por esse serviço; utilize sempre o endereço oficial: bop.prf.gov.br.

Posso consultar o BOP de outra pessoa?

A chave de acesso é pessoal e intransferível, sendo fornecida aos envolvidos diretos (vítimas, condutores, proprietários). Se você é advogado ou representante legal de um dos envolvidos, precisará de autorização expressa do cliente ou de procuração para obter a chave junto à PRF. O sistema online, sozinho, não permite consultar boletins de terceiros sem a chave.

Em Sintese

A consulta ao Boletim de Ocorrência da Polícia Rodoviária Federal é um processo simples, rápido e gratuito, desde que o cidadão possua o número da ocorrência e a chave de acesso. A digitalização desse serviço representa um avanço significativo na modernização da administração pública, oferecendo mais comodidade e transparência aos usuários das rodovias federais.

Neste artigo, detalhamos os passos para realizar a consulta, esclarecemos as diferenças entre BOP, CST e LPST/LPAT, e respondemos às perguntas mais comuns. Lembre‑se de que, para acidentes sem vítimas, a Comunicação de Sinistro de Trânsito pode ser uma alternativa mais ágil; já para ocorrências periciadas, o Laudo Pericial é o documento necessário.

Antes de iniciar o processo, verifique qual sistema se aplica ao seu caso e reúna os dados exigidos. Em caso de dúvidas, consulte os canais oficiais da PRF – o telefone 191 para emergências e os sites governamentais listados nas referências.

A PRF mantém um compromisso constante com a melhoria dos serviços. As atualizações recentes da plataforma BOP (versão 2.3.105) e a ampliação do acesso digital reforçam essa tendência. Aproveite a facilidade de resolver tudo online, sem filas e sem custos.

Referencias Utilizadas

Stéfano Barcellos
Editor-Chefe
Stéfano Barcellos construiu seu caminho num cruzamento pouco habitado: o que une tecnologia e linguagem. Desenvolvedor e editor com mais de quinze anos de estrada, tornou-se referência na curadoria de conteúdo digital no Brasil — não por seguir fórmulas, mas por se recusar a tratar como coisas separadas o ato de programar sistemas e o ato de produzir sentido...

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