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Como entender o verbo to be e usá-lo corretamente em inglês

Aprenda as formas, os principais usos e a estrutura de frases com um dos verbos mais importantes do inglês.

Por Stéfano Barcellos · Publicado em · 8 min de leitura
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O verbo to be é um dos elementos centrais da língua inglesa. Em português, ele pode corresponder principalmente a “ser” ou “estar”, mas sua escolha não depende apenas dessa tradução. Para usá-lo bem, é necessário observar o sujeito da frase, o tempo verbal e a intenção da comunicação. Ele aparece em apresentações pessoais, descrições, perguntas, negações e estruturas gramaticais muito frequentes.

O que o verbo expressa em inglês

O infinitivo to be reúne ideias que, em português, costumam ser divididas entre os verbos “ser” e “estar”. Por isso, uma tradução palavra por palavra pode causar confusão. O inglês não escolhe uma forma diferente apenas porque a característica é permanente ou passageira; a forma do verbo muda de acordo com a pessoa e o tempo da frase.

Em frases simples, ele liga o sujeito a uma informação sobre identidade, profissão, origem, estado, característica, localização ou condição. Veja alguns sentidos frequentes:

  • Identidade: I am Ana. — Eu sou Ana.
  • Profissão ou função: She is a teacher. — Ela é professora.
  • Origem: They are from Brazil. — Eles são do Brasil.
  • Estado ou sentimento: We are tired. — Nós estamos cansados.
  • Localização: The keys are on the table. — As chaves estão sobre a mesa.
  • Característica: The house is large. — A casa é grande.

Embora a tradução ajude no início, o aprendizado fica mais sólido quando se reconhecem os padrões da língua inglesa. Em vez de pensar apenas em “ser” ou “estar”, vale identificar quem é o sujeito e qual informação vem depois dele.

Formas no presente e no passado

As formas mais recorrentes no presente são am, is e are. No passado, usam-se principalmente was e were. A concordância é obrigatória: cada forma combina com determinados pronomes e sujeitos.

Sujeito Presente Passado Exemplo
I am was I am ready. / I was ready.
You are were You are here. / You were here.
He, she, it is was She is calm. / She was calm.
We are were We are friends. / We were friends.
They are were They are busy. / They were busy.

O pronome I é uma exceção importante no presente: usa-se am, e não is ou are. Já you sempre pede are no presente e were no passado, tanto para falar com uma pessoa quanto com mais de uma.

Substantivos também determinam a concordância

Nem todo sujeito será um pronome. Quando a frase tem um nome ou uma expressão nominal, é preciso verificar se ela representa uma pessoa, coisa ou grupo no singular ou no plural. Um sujeito singular usa is no presente e was no passado. Um sujeito plural usa are e were.

Por exemplo, The student is attentive. traz um sujeito singular. Em The students are attentive., a presença de mais de um estudante exige a forma plural. Esse raciocínio vale também para objetos, lugares, animais e ideias.

Como formar frases afirmativas

A estrutura afirmativa mais comum é simples: sujeito, forma verbal e complemento. O complemento pode ser um adjetivo, um substantivo, uma profissão, uma expressão de lugar ou outra informação que complete a ideia.

  1. Escolha o sujeito: I, she, the book, my friends.
  2. Identifique se o sujeito é singular ou plural.
  3. Selecione a forma compatível com o tempo verbal.
  4. Acrescente a informação desejada.

Algumas frases exemplificam esse padrão: He is my brother., The room is clean., Our neighbors are friendly. e The children were quiet.. A posição do verbo logo após o sujeito é uma característica importante em orações simples.

Também é comum encontrar contrações na comunicação informal. I am pode ser reduzido a I’m; you are, a you’re; he is, a he’s; we are, a we’re. Essas formas são usuais na fala, em diálogos, mensagens e textos de tom menos formal. Em exercícios iniciais, aprender a forma completa antes de usar a contração facilita a identificação da estrutura.

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Negativas sem complicação

Para negar uma frase com esse verbo, coloca-se not depois da forma verbal. Diferentemente de vários outros verbos do presente simples, não se usa do ou does nessa construção.

As estruturas básicas são am not, is not, are not, was not e were not. Na linguagem cotidiana, algumas admitem contrações: isn’t, aren’t, wasn’t e weren’t. A forma am not geralmente aparece sem a contração equivalente em inglês padrão.

  • I am not late. — Eu não estou atrasado.
  • It is not difficult. — Isso não é difícil.
  • They are not at home. — Eles não estão em casa.
  • She was not worried. — Ela não estava preocupada.

Um erro frequente é inserir auxiliares desnecessários, como em She does not is. A forma correta é She is not. Como o próprio verbo já exerce uma função central na oração, ele não precisa desse auxiliar para formar a negação.

Perguntas e respostas curtas

Nas perguntas diretas, a ordem muda: a forma verbal vem antes do sujeito. Essa inversão é um dos padrões mais úteis para quem começa a formular perguntas em inglês. Em vez de You are ready?, a forma padrão é Are you ready?.

O modelo é: forma verbal, sujeito e complemento. Exemplos: Is he your manager?, Are they at school?, Was the movie good? e Were you tired?. Quando houver uma palavra interrogativa, ela fica no início: Where are the documents? ou Why is she upset?.

Respostas breves mantêm a mesma forma verbal

Em respostas curtas, repete-se o verbo adequado e troca-se o sujeito por um pronome quando necessário. Para Is Maria at home?, pode-se responder Yes, she is. ou No, she isn’t.. Para Were the books expensive?, as respostas possíveis são Yes, they were. e No, they weren’t..

Evite responder apenas Yes ou No em atividades de aprendizagem, pois a resposta completa ajuda a praticar a concordância. Além disso, ela torna a conversa mais clara, especialmente quando há mais de uma pessoa ou objeto mencionado.

Uso em tempos contínuos e na voz passiva

Além de ligar o sujeito a uma característica ou condição, o verbo participa de outras estruturas. Duas das mais importantes são os tempos contínuos e a voz passiva. Nesses casos, ele funciona como auxiliar e aparece acompanhado de outra forma verbal.

Nos tempos contínuos, a estrutura combina uma forma de be com verbo terminado em -ing. A construção indica uma ação em desenvolvimento no contexto expresso pela frase. Por exemplo: She is reading., We are studying. e They were waiting.. Não basta usar o verbo principal sozinho; a forma auxiliar precisa concordar com o sujeito.

Na voz passiva, a estrutura une uma forma de be ao particípio passado de outro verbo. Ela destaca a pessoa, objeto ou situação que recebe uma ação: The door is closed. ou The documents were sent.. O foco deixa de estar necessariamente em quem realizou a ação.

Ao encontrar uma frase com be, observe a palavra seguinte. Um adjetivo ou substantivo costuma indicar uma descrição; um verbo com -ing pode formar um tempo contínuo; um particípio passado pode indicar voz passiva.

Erros comuns de quem aprende

Grande parte das dificuldades ocorre porque o português e o inglês organizam frases de formas diferentes. Conhecer os deslizes mais recorrentes permite corrigi-los durante a prática.

  • Usar a forma errada para o sujeito: I is e they is estão incorretos. O correto é I am e they are.
  • Omitir o sujeito: em português, “está frio” pode dispensar um sujeito explícito. Em inglês, é necessário dizer It is cold..
  • Manter a ordem afirmativa em perguntas: prefira Are you okay? a You are okay? em perguntas padrão.
  • Adicionar auxiliar na negativa: diga He is not here, não He does not is here.
  • Traduzir sempre “ser” e “estar” de maneira automática: antes de escolher a frase, observe a estrutura inglesa que expressa a ideia.

Outro ponto de atenção são os adjetivos. Após uma forma de be, usa-se o adjetivo, e não um advérbio, quando se descreve o sujeito. A frase She is happy caracteriza “ela”; por isso, happy é a escolha adequada.

Estratégias para praticar com mais segurança

A memorização das formas é necessária, mas ganha sentido quando acompanhada da produção de frases. Uma rotina curta e repetida pode começar com enunciados sobre situações comuns: identidade, objetos próximos, lugares, sentimentos e atividades. O objetivo é reconhecer a relação entre sujeito, forma verbal e complemento sem depender de tradução imediata.

Uma prática eficiente é transformar a mesma ideia em três modelos. Parta de uma afirmativa, faça a negativa e depois formule uma pergunta. Por exemplo: The store is open.; The store is not open.; Is the store open?. Em seguida, responda com frases curtas: Yes, it is. ou No, it isn’t..

Também ajuda comparar singular e plural. Troque the student por the students, ou this book por these books, e ajuste o verbo. Esse exercício mostra que a concordância não é um detalhe isolado: ela depende diretamente do sujeito.

Ao ler ou ouvir inglês, procure identificar se a forma verbal descreve uma condição, auxilia uma ação em andamento ou participa de uma estrutura passiva. Essa observação transforma exemplos reais em material de estudo e fortalece o reconhecimento de padrões.

Referencias

  • Cambridge Dictionary — dicionário e guia de gramática.
  • British Council — materiais educacionais de língua inglesa.
  • Oxford Learner’s Dictionaries — dicionário para aprendizes e notas de uso.
  • Merriam-Webster — dicionário e recursos de aprendizagem da língua inglesa.
  • Longman Dictionary of Contemporary English — dicionário e guia gramatical.

Perguntas frequentes sobre Desenvolvimento Pessoal

O que significa o verbo to be?

To be é um verbo inglês que costuma corresponder a “ser” ou “estar” em português. Ele é usado para falar de identidade, características, estados, localização e outras informações sobre o sujeito.

Quando usar am, is e are?

Use am com I, is com he, she, it e sujeitos no singular, e are com you, we, they e sujeitos no plural. A concordância com o sujeito determina a forma correta.

Como fazer perguntas com o verbo to be?

Nas perguntas, a forma do verbo vem antes do sujeito. Por exemplo, em vez de “You are ready?”, a estrutura padrão é “Are you ready?”.

É preciso usar do ou does na negativa com to be?

Não. Para negar, basta colocar not depois de am, is ou are, como em “She is not here”. Do e does são usados com outros verbos em estruturas do presente simples.

Qual é a diferença entre was e were?

Was é usado com I, he, she, it e sujeitos singulares. Were é usado com you, we, they e sujeitos plurais, seguindo a mesma lógica de concordância.

Publicado em 05/09/2026 · Revisão editorial de Stéfano Barcellos

Escrito por

Stéfano Barcellos

Editor responsável — Formado em Direito

Stéfano Barcellos é formado em Direito e escreve sobre crédito, contratos de consumo e serviços financeiros. No Cidesp, responde pela apuração, pela revisão jurídica dos textos e pela checagem das regras citadas em cada guia publicado.

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