O Que Significado e Significante: Entenda a Diferença
Compreender o que significado e significante é essencial para quem deseja aprofundar o estudo da linguagem, da semiótica e da linguística. Embora esses termos apareçam com frequência em contextos acadêmicos, sua lógica pode ser entendida de forma clara quando se observa como as palavras, os sons e as ideias se relacionam na comunicação humana. Em linhas gerais, o significante é a forma percebida de um signo, enquanto o significado é o conceito mental associado a essa forma. Essa distinção, formulada por Ferdinand de Saussure, transformou a maneira como analisamos a linguagem e continua sendo base para estudos de texto, fala, imagem e interpretação de sentidos.
Entendendo o que é significado e significante na linguística
Para explicar significado e significante, é preciso partir do conceito de signo linguístico. Na teoria saussuriana, todo signo possui duas faces inseparáveis: uma material e uma mental. A face material é o significante, isto é, a sequência de sons, letras, sinais gráficos ou imagens que podemos perceber. A face mental é o significado, ou seja, a ideia que essa forma desperta na mente de quem interpreta.
Tomemos como exemplo a palavra “árvore”. O significante é a forma sonora e escrita composta pelas letras que representam esse termo. Já o significado é o conceito de uma planta com tronco, raízes, galhos e copa. É importante notar que o significante não é a coisa em si, nem o significado é um objeto físico. O primeiro pertence ao plano da expressão; o segundo, ao plano do conteúdo. Essa relação é central para a análise semântica e para a compreensão dos conceitos de linguagem.
Ferdinand de Saussure, linguista suíço nascido em 1857 e falecido em 1913, lançou as bases desse pensamento, posteriormente sistematizado em seu Curso de Linguística Geral, publicado em 1916. Sua abordagem mostrou que a linguagem não deve ser estudada apenas como um conjunto de nomes dados ao mundo, mas como um sistema de relações. Assim, o valor de uma palavra depende das diferenças que ela estabelece com outras palavras dentro do sistema. Para aprofundar esse tema em uma fonte de autoridade, vale consultar o Britannica, que apresenta um panorama confiável sobre Saussure e sua influência na linguística moderna.
Essa perspectiva é fundamental porque esclarece que a relação entre significante e significado é convencional, e não natural. Ou seja, nada no som de “árvore” obriga a mente humana a associá-lo a uma planta. Em outra língua, o mesmo conceito pode ser expresso por um significante completamente diferente, como “tree” em inglês ou “arbre” em francês. Isso demonstra como os sistemas linguísticos organizam a realidade de formas próprias, sem ligação necessária entre som e sentido.
Principais características do signo linguístico
Ao estudar o que é significado e significante, é útil organizar os principais pontos dessa relação. A lista a seguir resume os aspectos mais importantes para fixar o conceito e aplicá-lo corretamente em análises linguísticas e textuais.
- Significante: forma perceptível do signo, como sons, letras, imagens ou sinais gráficos.
- Significado: conceito mental, ideia ou noção evocada pelo significante.
- Relação arbitrária: a ligação entre forma e sentido não é natural, mas construída socialmente.
- Caráter convencional: uma comunidade compartilha o mesmo sistema de associação entre formas e ideias.
- Dependência do contexto: embora o signo tenha um significado básico, o uso real pode variar conforme o contexto.
- Base da semiótica: a distinção serve para analisar não apenas a língua, mas também símbolos, imagens e discursos.
- Aplicação interdisciplinar: é usada em linguística, literatura, publicidade, comunicação e análise cultural.
Essas características mostram que o estudo da linguagem vai muito além da memorização de palavras. Ele envolve a compreensão de como os sinais produzem sentido e de como a interpretação depende de códigos compartilhados. Para quem deseja uma visão complementar sobre a formação do sentido nos sistemas de signos, uma referência útil é a Britannica sobre semiótica, que contextualiza a área e sua relação com a linguagem.
Além disso, é relevante observar que a teoria do signo não se limita à fala ou à escrita. Uma cor, um ícone, um gesto ou uma sinalização também podem funcionar como signos, desde que haja um código interpretável. Dessa forma, a distinção entre significante e significado se torna uma ferramenta poderosa para compreender a construção de sentidos em diferentes meios de comunicação.
Comparação entre significante, significado e signo linguístico
A tabela a seguir apresenta uma comparação objetiva entre os elementos centrais da teoria saussuriana e ajuda a visualizar melhor a definição de significado e significante.
| Conceito | Definição | Exemplo com “árvore” | Função na linguagem |
|---|---|---|---|
| Significante | Forma material ou perceptível do signo | Som e grafia da palavra “árvore” | Permite que o signo seja percebido |
| Significado | Ideia ou conceito mental associado ao signo | Imagem mental de uma planta com tronco e copa | Permite que o signo tenha sentido |
| Signo linguístico | União entre significante e significado | Palavra “árvore” em sua totalidade | Produz comunicação e interpretação |
| Arbitrariedade | Não há ligação natural entre forma e sentido | “Árvore” poderia ser qualquer outra forma sonora | Explica a diversidade das línguas |
| Contexto | Situação de uso que influencia a interpretação | “Árvore genealógica” altera a leitura da palavra | Amplia e modifica sentidos |
Essa comparação evidencia que o signo linguístico é uma unidade composta, e não uma peça isolada. Em termos práticos, a análise do significante ajuda a identificar a forma; a análise do significado esclarece o conteúdo; e a análise do signo completo permite compreender como a mensagem funciona. Esse raciocínio é útil tanto em textos literários quanto em materiais jornalísticos, anúncios publicitários, memes e discursos políticos.
Também vale ressaltar que a teoria de Saussure influenciou fortemente a semiótica contemporânea e diversas áreas das ciências humanas. Ao reconhecer que o sentido não está apenas na coisa nomeada, mas na relação entre os elementos do sistema, o pensamento linguístico passou a considerar a estrutura e o funcionamento da linguagem de maneira mais rigorosa e científica.
Perguntas frequentes sobre significado e significante
1. O que significado e significante quer dizer, de forma simples?
De forma simples, significante é a forma da palavra, do som ou do sinal que percebemos, enquanto significado é a ideia que essa forma representa em nossa mente. Juntos, eles formam o signo linguístico. Essa distinção ajuda a entender como a linguagem produz sentido e por que uma mesma realidade pode ser nomeada de formas diferentes em línguas distintas.

2. Qual é a diferença entre significado e significante?
A diferença principal está na natureza de cada elemento. O significante pertence ao plano material, pois é aquilo que pode ser ouvido, lido ou visto. O significado pertence ao plano mental, pois corresponde ao conceito associado à forma. Em termos de comunicação, o significante é a expressão; o significado é o conteúdo. Essa separação é fundamental para a linguística e para a semiótica.
3. Quem criou a teoria do significante e significado?
A teoria foi desenvolvida por Ferdinand de Saussure, considerado um dos pais da linguística moderna. Suas ideias foram publicadas de forma sistematizada no Curso de Linguística Geral, em 1916. A proposta de Saussure influenciou profundamente o estudo da linguagem, da estrutura dos signos e da relação entre forma e sentido.
4. O significante muda de acordo com a língua?
Sim. Como o vínculo entre significante e significado é convencional, cada língua organiza seus próprios sinais. O conceito de “casa”, por exemplo, pode ser expresso por “house” em inglês, “maison” em francês ou “casa” em português. O significado geral pode ser semelhante, mas o significante varia conforme o idioma e o código adotado por cada comunidade linguística.
5. Por que esse tema é importante para interpretar textos?
Porque muitos sentidos não dependem apenas da palavra isolada, mas da relação entre o signo e o contexto. Ao entender o que é significado e significante, o leitor consegue interpretar metáforas, ambiguidades, símbolos e estratégias discursivas com mais precisão. Isso melhora a leitura crítica e também auxilia na produção de textos mais claros e consistentes.
Aplicações práticas na análise de textos e imagens
O estudo de significado e significante não se limita à teoria. Ele tem aplicações práticas em diferentes áreas. Na literatura, por exemplo, símbolos e metáforas exigem leitura cuidadosa do que está dito e do que está sugerido. Na publicidade, a escolha de cores, fontes e imagens funciona como parte do significante, enquanto a mensagem pretendida compõe o significado desejado. Na comunicação digital, emojis, ícones e layouts também operam como signos que dependem de interpretação.
Na análise semântica, compreender a distância entre forma e sentido ajuda a explicar ambiguidades e deslocamentos de sentido. Uma mesma palavra pode assumir significados diferentes conforme o contexto. Além disso, o uso estilístico pode alterar a percepção do leitor, reforçando emoções, valores ou intenções. Por isso, profissionais de jornalismo, marketing, educação e tradução se beneficiam diretamente desse conhecimento.
Se um professor deseja explicar o tema em sala de aula, pode utilizar exemplos simples do cotidiano, como placas de trânsito, rótulos de produtos e mensagens de celular. Em todos esses casos, há uma forma perceptível e um conceito interpretado. Esse exercício mostra que o signo linguístico está presente em praticamente toda experiência comunicativa humana.
Conclusão: por que entender o tema amplia a leitura do mundo
Entender o que significado e significante é compreender um dos fundamentos da linguagem. A teoria de Saussure mostrou que palavras, imagens e sinais funcionam por meio da associação entre forma e conceito, e que essa associação é construída socialmente. Essa ideia permanece atual porque ajuda a interpretar textos, discursos e sistemas simbólicos com mais profundidade. Ao reconhecer a diferença entre o que se percebe e o que se compreende, o leitor desenvolve uma visão mais crítica e analítica sobre a comunicação humana.
Em síntese, o significante é a face material do signo; o significado é sua face conceitual; e o signo linguístico é a união dessas duas dimensões. Essa estrutura sustenta a linguagem e continua sendo indispensável para quem estuda semântica, semiótica e linguística. Dominar esse conteúdo não é apenas uma exigência acadêmica, mas uma forma de ampliar a leitura do mundo e interpretar melhor os sentidos que circulam em nossa vida cotidiana.
Referências e fontes recomendadas
- Encyclopaedia Britannica: Ferdinand de Saussure
- Encyclopaedia Britannica: Semiotics
- Saussure, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral.
- Materiais introdutórios de linguística e semiótica em bibliografias universitárias.
- Obras de referência sobre análise semântica e teoria do signo.
Isenção de responsabilidade
Este artigo tem finalidade estritamente informativa e educativa. Embora os conceitos apresentados estejam alinhados com a tradição acadêmica da linguística e da semiótica, diferentes autores podem adotar variações terminológicas ou interpretações complementares. Para estudos formais, trabalhos acadêmicos ou aplicações profissionais específicas, recomenda-se consultar bibliografia especializada, professores da área ou fontes institucionais confiáveis.
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Pesquisador e escritor focado em educação, orientação sobre tudo. Escreve sobre diversos assuntos com abordagem prática e acessível para o público brasileiro.