O Que Significa Quais Sejam: Uso, Regra e Exemplos
Entender o que significa quais sejam é uma dúvida comum entre estudantes, profissionais e leitores que se deparam com textos formais, sobretudo em documentos jurídicos, acadêmicos e administrativos. A expressão pertence à gramática portuguesa e aparece com frequência para introduzir uma explicação, uma lista ou uma enumeração de elementos já mencionados. Em termos práticos, seu valor semântico se aproxima de “isto é”, “a saber” ou “os quais são”, funcionando como uma locução explicativa que ajuda a esclarecer uma informação anterior. Embora pareça rebuscada, ela segue uma lógica simples de concordância e de relação com o antecedente. Por isso, compreender seu uso evita erros de interpretação e melhora a redação em situações que exigem norma culta, precisão e formalidade.
O significado de quais sejam na gramática portuguesa
A expressão quais sejam é formada pelo pronome relativo “quais” e pelo verbo ser no subjuntivo, na forma “sejam”. Na prática, ela serve para retomar um termo no plural e acrescentar detalhes, exemplos ou esclarecimentos. Assim, quando alguém escreve “há três fatores, quais sejam: A, B e C”, está apresentando os fatores já mencionados. O sentido não é o de uma pergunta; trata-se de uma construção explicativa, própria de textos mais formais. Em muitos contextos, ela pode ser substituída por expressões mais simples, como “a saber” ou “isto é”, sem perda de sentido. No entanto, sua presença ainda é valorizada em texto jurídico, relatórios e redações técnicas porque confere exatidão e organização argumentativa.
Do ponto de vista sintático, a locução costuma aparecer após um termo antecedente plural. Esse antecedente é o ponto de partida da explicação. Por exemplo: “o projeto possui três etapas, quais sejam: planejamento, execução e avaliação”. Aqui, “três etapas” é retomado e detalhado pela expressão. Perceba que a construção não é arbitrária; ela depende de um antecedente que comporte a enumeração posterior. Em textos mais tradicionais, essa forma ganha força porque evita repetições excessivas e conecta o período com elegância. Ainda assim, em textos menos formais, é possível optar por alternativas mais diretas, especialmente quando a clareza imediata é prioridade.
Para aprofundar a noção de uso formal e equivalência semântica, vale consultar fontes de referência confiáveis, como o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora e materiais sobre uso culta em português disponibilizados pela Academia Brasileira de Letras. Em geral, essas referências mostram que o emprego correto depende do contexto e da intenção comunicativa.
Como usar a expressão explicativa corretamente
O uso de quais sejam deve respeitar principalmente a concordância com o antecedente. Se a ideia anterior estiver no plural, a expressão tende a aparecer nessa forma. Exemplo: “O autor cita dois fundamentos, quais sejam, teoria e prática”. A construção fica adequada porque há pluralidade no termo retomado. Em muitos casos, a expressão vem seguida de dois-pontos, pois seu papel é introduzir a explicação que vem a seguir. Isso é muito comum em documentos normativos, pareceres, decisões e relatórios técnicos.
É importante observar que a expressão não deve ser usada de maneira aleatória em qualquer frase. Seu uso é apropriado quando existe uma relação clara entre o termo antecedente e a lista ou o esclarecimento posterior. Se não houver um elemento anterior a ser retomado, a frase pode soar artificial. Outro cuidado relevante está na concordância: quando o antecedente está no singular, o mais esperado é “qual seja”. Já no plural, “quais sejam” é a forma usual. Essa distinção evita impropriedades e reforça a correção do texto.
Há também um aspecto estilístico. A expressão é mais formal do que suas equivalentes comuns. Em comunicações empresariais ou acadêmicas, ela pode ser útil para manter um tom técnico. Em textos jornalísticos ou informais, porém, pode parecer excessivamente solene. Por isso, ao avaliar o que significa quais sejam, é essencial considerar não apenas o sentido, mas também o efeito de registro que a expressão produz no leitor. A linguagem formal nem sempre é a melhor escolha; ela é apenas a mais adequada em determinados contextos.
Lista prática de usos, equivalências e cuidados
Veja a seguir uma lista com aplicações úteis e pontos de atenção para não errar ao empregar a expressão.
- Retomada de plural: use quando houver um antecedente plural já mencionado na frase.
- Função explicativa: a expressão introduz esclarecimento, enumeração ou exemplificação.
- Registro formal: é mais comum em texto jurídico, acadêmico e administrativo.
- Equivalência semântica: pode ser entendida como “a saber”, “isto é” ou “que são”.
- Concordância: “quais sejam” costuma acompanhar antecedente plural; “qual seja”, singular.
- Pontuação frequente: aparece frequentemente antes de dois-pontos ou vírgula, conforme a estrutura da frase.
- Evite excesso: em textos simples, prefira expressões mais diretas para manter a naturalidade.
Esses pontos ajudam a perceber que a expressão não é complicada, apenas exige atenção ao contexto. Quando usada com precisão, ela valoriza a escrita e reforça a clareza do raciocínio. Em situações que pedem formalidade, esse recurso pode ser bastante elegante. Porém, se houver possibilidade de simplificar sem comprometer o sentido, a simplicidade também é uma virtude textual.
Comparação entre quais sejam e expressões próximas
A tabela a seguir apresenta diferenças relevantes entre algumas expressões que costumam gerar dúvida de português e que se relacionam ao uso de quais sejam.
| Expressão | Função | Registro | Exemplo | Observação |
|---|---|---|---|---|
| Quais sejam | Explicar, enumerar, detalhar | Formal | Há três fatores, quais sejam: custo, prazo e qualidade. | Usada com antecedente plural. |
| Qual seja | Explicar, detalhar | Formal | Existe um motivo, qual seja: a falta de recursos. | Mais comum com antecedente singular. |
| Isto é | Reformular ou esclarecer | Neutro | O projeto foi adiado, isto é, transferido para outra data. | Mais simples e direto. |
| A saber | Introduzir explicação ou lista | Formal/Neutro | Foram selecionadas três cidades, a saber: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. | Boa alternativa em muitos contextos. |
| Quer seja | Indicar alternativa ou condição | Formal | Quer seja por técnica, quer seja por falha, houve atraso. | Tem valor diferente; não substitui “quais sejam”. |
Essa comparação mostra que nem toda expressão parecida cumpre a mesma função. “Quais sejam” é explicativa; “quer seja” é alternativa; “isto é” reformula; “a saber” introduz enumeração. Em textos elaborados, dominar essas diferenças evita ambiguidades e melhora a coesão. Para quem escreve profissionalmente, essa percepção é valiosa, pois contribui para uma redação mais consistente e precisa.
Perguntas frequentes sobre o uso da expressão

1. O que significa quais sejam em português?
Significa uma expressão usada para explicar, enumerar ou detalhar algo que já foi mencionado. Seu sentido se aproxima de “isto é” ou “a saber”, especialmente em contextos formais.
2. Quais sejam pode ser usado em textos informais?
Pode, mas não é o uso mais natural. Em conversas, mensagens e textos simples, costuma soar mais natural empregar alternativas como “isto é” ou simplesmente listar os elementos diretamente.
3. Qual é a diferença entre qual seja e quais sejam?
A diferença principal está na concordância. “Qual seja” tende a acompanhar antecedente no singular, enquanto “quais sejam” costuma acompanhar antecedente no plural. A escolha depende da estrutura da frase.
4. Quais sejam tem valor de pergunta?
Não. Apesar de “quais” poder sugerir uma ideia interrogativa em outros contextos, aqui a expressão tem função explicativa e não interrogativa. Ela serve para introduzir esclarecimentos.
5. É correto usar quais sejam com dois-pontos?
Sim. É bastante comum usar a expressão antes de dois-pontos, pois ela anuncia a enumeração ou a explicação que vem em seguida. Essa pontuação reforça a organização do período.
Resumo final e principais aprendizados
Compreender o que significa quais sejam é uma forma eficaz de ampliar a percepção sobre a gramática portuguesa e dominar um recurso muito frequente em textos formais. A expressão funciona como uma locução explicativa, usada para introduzir exemplos, listar elementos ou detalhar uma informação anterior. Seu uso mais seguro ocorre quando há antecedente plural, o que explica a preferência por “quais sejam” em vez de outras formas. Ao mesmo tempo, é importante saber que sua aplicação é mais comum em documentos jurídicos, textos acadêmicos e redações que exigem precisão técnica.
Na prática, a melhor forma de empregar essa construção é observar o contexto e a intenção comunicativa. Se a frase pede formalidade, a expressão pode enriquecer o texto. Se a prioridade for fluidez e simplicidade, há alternativas mais diretas. O essencial é reconhecer que se trata de um conectivo explicativo, não de uma forma interrogativa nem de uma expressão genérica. Assim, o leitor ou redator passa a usar a norma com mais consciência, reduzindo erros e tornando a escrita mais sólida.
Referências consultadas
- Porto Editora - Dúvidas linguísticas
- Academia Brasileira de Letras - Revisão de textos
- Gramáticas normativas de língua portuguesa voltadas à concordância e ao uso de locuções explicativas.
- Manuais de redação formal aplicados a textos jurídicos, administrativos e acadêmicos.
- Dicionários de língua portuguesa com registro de equivalências como “a saber” e “isto é”.
Isenção de responsabilidade
Este artigo tem finalidade informativa e educativa, com base em uso consagrado da língua portuguesa e em referências linguísticas gerais. Embora o conteúdo tenha sido elaborado com cuidado, ele não substitui a análise de gramáticas especializadas, pareceres linguísticos ou orientações editoriais específicas para documentos formais, jurídicos ou acadêmicos. Em casos de redação oficial, revisão profissional ou dúvida interpretativa particular, recomenda-se consultar fontes normativas atualizadas ou um especialista em língua portuguesa.
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Pesquisador e escritor focado em educação, orientação sobre tudo. Escreve sobre diversos assuntos com abordagem prática e acessível para o público brasileiro.